A China proibiu a venda da startup de IA Manus para a Meta. O negócio, avaliado em US$ 2 bilhões, foi anunciado no final de 2025. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (27) pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC).
Conforme a NDRC, o veto à transação se baseou em leis locais, sem detalhar os motivos. A Meta afirma que o acordo seguiu todos os trâmites legais. A Manus não respondeu publicamente. Autoridades regulatórias chinesas já analisavam o caso há meses.
A disputa ocorre em meio à corrida entre EUA e China pela liderança em IA, aponta o Financial Times. O Ministério do Comércio e o órgão antitruste da China avaliavam possível violação de leis de investimento estrangeiro, concorrência e regras de exportação.
A China já havia sinalizado preocupação com o impacto da operação na base tecnológica do país. No mês anterior, dois cofundadores da Manus foram proibidos de deixar território chinês durante a análise.
A Manus, que começou em Pequim e Wuhan, mudou-se para Singapura e fechou escritórios no país. A empresa afirma ter desenvolvido o que chama de primeiro agente de IA geral, capaz de tarefas diversas sem intervenção humana.
Caso o acordo seja cancelado pela NDRC, a Meta pode buscar novos investidores, vender a Manus a outro comprador ou devolvê-la aos antigos donos. Qualquer alternativa envolve desafios, pela integração da tecnologia a serviços da Meta.
A Meta disse ao Nikkei Asia que a transação cumpriu a legislação aplicável e aguarda uma resolução adequada. A companhia continua avaliando caminhos para a Manus, sem adiantar decisões.
A decisão pode impactar futuras negociações no setor de IA, segundo analistas, que ressaltam a importância de cumprir exigências regulatórias e de manter autonomia tecnológica diante de controles internacionais.
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