O Iraque nomeou Ali al-Zaidi como novo primeiro-ministro, com a missão de formar o próximo governo. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (27), em meio à pressão dos Estados Unidos e aos grandes desafios internos.
A escolha ocorreu após Bagdá exonerar o ex-primeiro-ministro Nouri al-Maliki, numa jogada sustentada pela oposição dos EUA. A Casa Branca criticou a gestão de al-Maliki e condicionou ajuda a mudanças no governo iraquiano.
O presidente iraquiano Nizar Amidi, que assumiu o cargo no início de abril, disse ter concluído uma etapa constitucional importante ao confirmar al-Zaidi. Ele pediu apoio amplo das forças políticas para acelerar o processo de formação.
Contexto político e apoio
A nomeação surge após a aliança xiita Quadro de Coordenação indicar al-Zaidi como seu candidato, descartando o nome de al-Maliki diante da resistência norte-americana. A decisão sinaliza busca por um governo nacional.
Analista ouvido pela CNN afirma que o momento envolve pressões regionais, política interna e exigências dos EUA, especialmente no que diz respeito ao desarmamento de milícias apoiadas pelo Irã. O professor ressalta que al-Zaidi tem laços com setores religiosos e econômicos.
Observação de risco: o analista aponta que al-Zaidi pode manter proximidade com facções armadas, o que complica o equilíbrio entre governo central e forças regionais. O político já presidiu o conselho do Banco Islâmico al-Janoob, atualmente sob sanções dos EUA desde 2024.
Desafios para o novo governo
A formação de uma coalizão estável é vista como essencial para estabilizar o país e enfrentar riscos regionais. A expectativa é de que al-Zaidi tente ampliar a representação entre as correntes políticas iraquianas.
Espera-se que o novo premiê trate das exigências dos EUA, incluindo reformas institucionais e medidas de segurança. O ritmo da composição do gabinete deve indicar o grau de apoio que al-Zaidi conseguirá obter.
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