O guerrilheiro Iván Mordisco, líder do maior grupo dissidente das Farc, é apontado como mandante de mais de 30 ataques no sudoeste da Colômbia no último fim de semana. Entre as ações, houve a detonação de uma bomba em uma rodovia que deixou 21 mortos e 56 feridos. As informações vêm do governo colombiano, que classifica os atos como crimes de guerra.
Mordisco, cujo nome verdadeiro é Néstor Gregorio, comanda cerca de 3.200 combatentes. O grupo financia-se com atividades como tráfico de cocaína, mineração ilegal e extorsão. Ele não assinou o acordo de paz de 2016 e lidera uma facção dissidente após abandonar as negociações com o governo.
O governo de Gustavo Petro tem tratado Mordisco como a principal ameaça à segurança nacional. O presidente já ofereceu uma recompensa milionária pela captura do líder, que passou a ser visto como o principal antagonista das eleições de 31 de maio.
O que aconteceu
Entre as ocorrências, destacam-se explosões com uso de drones e veículos-bomba na região sudeste do país. O ministro da defesa descreveu a série de ataques como uma onda de violência relacionada ao contexto político e militar da Colômbia. As ações ocorreram ao longo de um fim de semana intenso.
Quem está envolvido
Além de Mordisco, membros de sua estrutura operacional aparecem como responsáveis por coordenação de ataques e financiamento do grupo. Autoridades mencionam a participação de células locais que executaram ordens do comediante dissidente. Pesquisadores ressaltam a natureza agressiva das operações e a persistência do núcleo principal.
Quando e onde
Os ataques ocorreram durante o fim de semana, em áreas do sudoeste colombiano, incluindo o departamento de Cauca, onde parte da explosão ocorreu. O governo informou que as ofensivas continuam mesmo com o acirramento da agenda eleitoral.
Por quê
A sequência de ataques é entendida como demonstração de poder diante das eleições. Autoridades afirmam que a prioridade é reduzir a capacidade operacional do grupo e proteger civis. A pressão é intensificada pela necessidade de manter a segurança pública em meio ao pleito.
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