O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que os EUA estão sendo humilhados pela liderança do Irã, enquanto as negociações entre Washington e Teerã continuam sem progresso. O comentário surge em meio a uma rodada de negociações estagnadas e a recente recusa de avanços.
Dois dias antes, os EUA cancelaram uma viagem de representantes à Islamabad para tratar o tema com uma delegação iraniana. Uma rodada anterior, liderada por JD Vance, também não rendeu resultados, aumentando o atrito entre Washington e seus aliados da OTAN.
Apenas no dia anterior, o Irã apresentou uma proposta de cessar-fogo centrada na reabertura do estreito de Hormuz, deixando para depois questões como nuclear, mísseis e sanções. Paralelamente, Washington impôs contra-blockade após a interrupção das negociações.
Proposta iraniana sobre Hormuz
Segundo fontes da região, o Irã quer cobrar tarifas para o trânsito de navios no estreito, ideia rejeitada pela Organização Marítima Internacional. A medida visa aliviar a crise econômica global causada pelos conflitos na região, sem avançar nos objetivos declarados dos EUA.
A ONU e a IMO reiteraram que não há base legal para taxas sobre vias marítimas internacionais. Observadores sinalizam que a mudança de posição de Teerã indica uma nova tática, já que o regime buscava garantias de segurança amplas em negociações futuras.
Contexto econômico e militar
Especialistas destacam que o bloqueio elevou a inflação no Irã e reduziu o PIB, conforme estimativas do FMI. A economia também sente a queda de reservas e dificuldades logísticas devido à interrupção de fretes.
Analistas avaliam que, mesmo com flexibilizações, qualquer acordo não elimina o estoque de urânio de alto enriquecimento do Irã. O cenário mantém a tensão regional e influencia decisões diplomáticas dos EUA e de seus aliados.
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