O julgamento entre Elon Musk e a OpenAI começa nesta terça-feira, 28, em Oakland, próximo a San Francisco. Musk acusa a OpenAI de trair a missão original de desenvolver IA sem fins lucrativos.
A OpenAI é liderada por Sam Altman e Greg Brockman. A empresa compete com o chatbot Grok, da xAI, grupo ligado a Musk.
A ação remonta a 2015, quando Altman convenceu Musk a apoiar a OpenAI como laboratório sem fins lucrativos. Musk investiu milhões, depois se retirou da iniciativa.
Hoje, a OpenAI mantém uma estrutura comercial para financiar avanços em IA, com centros de dados e desenvolvimento acelerado. A empresa é avaliada em cerca de 852 bilhões de dólares.
Musk busca que a OpenAI retome o status sem fins lucrativos e pleiteia indenização de até 134 bilhões de dólares, segundo a acusação. Ele afirmou que não lucraria lucro pessoal e doaria eventual indenização.
A juíza Yvonne Gonzalez Rogers decide, até o fim de maio, com base nas conclusões do júri, se houve violação da promessa almejada por Musk. O processo envolve questões sobre governança e finalidade social da IA.
A defesa da OpenAI sustenta que o atrito decorre da busca de controle de Musk, não do status legal da organização. A equipe jurídica afirma que a inovação foi usada para ampliar o domínio de mercado.
Musk investiu 38 milhões de dólares nos primeiros anos da OpenAI. Em paralelo, ele desmembrou a equipe de confiança do Twitter, após a aquisição da plataforma.
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