A Comissão Federal de Comunicações dos EUA ordenou uma revisão antecipada das licenças de radiodifusão da Disney, proprietária da ABC, dias após o presidente Donald Trump pedir a demissão do apresentador Jimmy Kimmel. A medida surge no contexto de críticas a um comentário de Kimmel sobre Melania Trump, considerado por apoiadores da administração como provocação. O incidente ocorreu semanas antes de um ataque a tiros em um evento com a presença dos Trump.
Na decisão divulgada nesta terça-feira, a FCC determinou que a Disney apresente os pedidos de renovação de licença para todas as suas emissoras de TV licenciadas em 30 dias. A agência pode exigir que a empresa comprove atender aos padrões de interesse público ao renovar as licenças. As autorizações da ABC, que a Disney controla, tinham vencimento previsto apenas para 2028.
Essa rodada de avaliações pode culminar na revogação das licenças de transmissão, uma possibilidade que a agência não emprega há mais de quatro décadas, conforme reportagem da Reuters. A medida também coincide com pressões políticas da Casa Branca para que Kimmel seja afastado do ar.
Contexto institucional e resposta
Dentre as críticas, a comissária democrata Anna M Gomez qualificou a decisão como um movimento político e disse, em rede social, que é sem precedentes, ilegal e improdutivo, defendendo o papel da Primeira Emenda.
A pressão do governo continua, com o diretor de comunicações da Casa Branca cobrando publicamente pelo afastamento de Kimmel. O apresentador já havia defendido suas palavras no início de seu programa, ressaltando que a observação era uma piada leve e não uma incitação. Ele também reforçou sua atuação contra a violência armada ao longo dos anos.
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