Dr Ittai Gradel, acadêmico que virou negociante de antiguidades, morreu de câncer aos 61 anos. Ele foi crucial para expor o roubo de centenas de artefatos do British Museum. Antes de falecer, recebeu uma medalha do museu, reconhecendo sua contribuição.
A polícia ainda investiga o caso, mais de três anos após o museu ter registrado as perdas em contato com a Scotland Yard. Gradel tinha alertado a instituição sobre saques ocorridos desde 2021, quando percebeu itens sendo vendidos online.
Em 2023, o British Museum informou que cerca de 2 mil itens estavam roubados, extraviados ou danificados. A revelação levou à demissão do então diretor Hartwig Fischer, que reconheceu falhas na resposta às denúncias.
Contexto do caso
Gradel colaborou com investigações da polícia e de reportagens para esclarecer o funcionamento do furto. Segundo documentos judiciais, um antigo funcionário do museu é acusado de furtar, danificar e vender artefatos, embora negue as acusações.
O museu concedeu a Gradel a medalha em reconhecimento à sua defesa de correção de injustiças, em meio a debates sobre gestão e transparência. Gradel afirmou, em vida, que preferia ver as investigações avançarem sem depender de desfecho pessoal.
Legado e desdobramentos
Antes de sua morte, Gradel descreveu como reorganizou sua vida após deixar a carreira acadêmica para atuar no mercado de antiguidades. Ele afirmou que ajudou o museu a melhorar a gestão e a responsabilização.
A família informou que ele desejava compartilhar histórias sobre joias antigas para inspirar novas gerações. Gradel também participou de projetos de comunicação sobre o caso, incluindo podcasts e produções audiovisuais.
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