O Departamento de Justiça dos EUA informou nesta quarta-feira, 29, que indiciou formalmente o governador de Sinaloa, Rubén Rocha, e outros membros da sua administração por suposto envolvimento com o Cartel de Sinaloa. Segundo a acusação, houve conluio para importar grandes quantidades de narcóticos para os Estados Unidos em troca de apoio político e subornos.
A acusação envolve ainda atuais e ex-funcionários do governo de Sinaloa, além de autoridades de Culiacán, capital do estado. O comunicado aponta que o grupo criminoso teria usado influência política para operar com impunidade e facilitar a distribuição de drogas, próximo à fronteira com os EUA.
O governo americano afirma que Rocha foi eleito em 2021 com apoio de uma facção do Cartel de Sinaloa liderada pelos filhos do fundador Joaquín Guzmán, conhecidos como “Los Chapitos”. A embaixada dos EUA no México ressaltou que a corrupção será investigada dentro da jurisdição norte-americana.
Contexto
O Cartel de Sinaloa já teve papel central no tráfico de drogas para os EUA, com atuação histórica na região. Estima-se que o grupo movimente hoje cerca de US$ 11 bilhões por ano, mantendo presença relevante na rota de passagem de narcóticos para o território vizinho.
Reação oficial e próximos passos
O gabinete de Rocha disse não ter recebido as acusações até o momento. A embaixada dos EUA destacou que a cooperação entre autoridades dos dois países é essencial no combate à corrupção e ao crime organizado. A investigação prossegue com outras autoridades envolvidas no caso.
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