Em agosto de 2013, o WhatsApp lançou oficialmente as mensagens de voz, uma função que permite enviar trechos de áudio entre contatos. A ideia era facilitar a comunicação em situações em que escrever seria menos prático ou demorado.
Treze anos depois, a aceitação das mensagens de voz varia bastante entre países. Em países como Índia, México, Hong Kong e Emirados Árabes Unidos, o recurso chega a rivalizar com o texto na frequência de uso. Já no Reino Unido, a adesão é menor, com apenas 15% dos britânicos usando áudio com regularidade, segundo estudo do YouGov.
Aspectos que explicam as divergências
A pesquisa do YouGov, realizada com mais de 2,3 mil adultos britânicos, aponta que 83% preferem mensagens de texto, enquanto apenas 4% escolhem áudio. O estudo não incluiu o Brasil, mas o tema ganhou destaque após declarações de líderes da Meta sobre o uso no país.
Em junho de 2024, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que brasileiros enviam mais figurinhas, participam de enquetes e utilizam mensagens de voz no WhatsApp com maior frequência do que em outros países, de acordo com o portal G1. A declaração elevou o interesse sobre a prática no Brasil.
Fatores culturais, linguísticos e de diáspora
Pesquisadores citados indicam que a cultura de comunicação influencia a preferência pelo áudio. A professora Jessica Ringrose, da University College London, sugere que o estilo britânico tende a ser mais reservado, o que reduz a atratividade das mensagens de voz. Em contrapartida, a Índia apresenta uso expressivo, com quase metade dos entrevistados preferindo ou aceitando voz e texto.
O idioma também entra nesse equilíbrio. Em contextos multilíngues, como a Índia, mensagens de voz ajudam a unir línguas faladas no dia a dia, facilitando comunicação entre falantes de idiomas diferentes. Em regiões com baixa escolaridade, o áudio pode oferecer maior acessibilidade.
Impacto da diáspora e outras explicações
A presença de grandes comunidades no exterior aparece como fator adicional. Países com diásporas marcantes costumam manter o hábito de compartilhar mensagens de voz para manter vínculos através de fusos horários diferentes. A Índia, com uma das maiores diásporas, aparece entre as nações com alta adesão ao recurso.
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