Rui Pinto, conhecido como o hacker por trás do Football Leaks, foi absolvido de todas as acusações em um segundo julgamento em Portugal. A corte declarou as 241 acusações de acesso ilegal a emails como inválidas, encerrando o caso.
O processo começou em janeiro de 2025, envolvendo supostos acessos a contas de e-mail de entidades esportivas portuguesas, incluindo o Benfica, além de escritórios de advogados, magistrados e da autoridade fiscal. Pinto já havia sido condenado anteriormente por delitos cibernéticos.
A decisão de nunciação ocorreu após a defesa argumentar violação de direitos e violência processual, levando o tribunal a considerar o enquadramento duplicado do caso, já julgado e condenado em setembro de 2023. O desfecho ocorre no contexto de o réu manter status de réu e testemunha protegida em Portugal.
Contexto
Pinto coopera com investigadores em outros países europeus. Em 2023, recebeu uma sentença suspensa de seis meses na França por hackear e-mails de executivos do Paris Saint-Germain. Ele também está ligado às investigações Luanda Leaks, divulgadas em 2020, sobre Isabel dos Santos. As autoridades portuguesas não divulgaram novas acusações no país em relação a este processo.
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