Brenton Tarrant, extremista de direita, teve recurso rejeitado pela Justiça da Nova Zelândia. Ele matou 51 pessoas em duas mesquitas de Christchurch em março de 2019 e cumpre pena de prisão perpétua sem possibilidade de devolução. O réu argumentou que não conseguiu entender o que fazia no momento da confissão, alegando condições prisionais abusivas.
Durante uma semana de audiência em fevereiro, Tarrant contestou a validade de seus pedidos de absolvição e de sentença. O Tribunal de Apelação, por decisão unânime, afirmou que os fatos do crime são indiscutíveis e que as alegações do réu carecem de mérito. Não houve coerção para o acordo de culpa, segundo os juízes.
A imprensa local informou que o ataque foi amplamente transmitido ao vivo, contribuindo para mudanças rápidas no sistema de armas. Não obstante, o parlamento aprovou, em menos de um mês, uma proibição de armas semiautomáticas de uso militar e componentes para construção de armas proibidas, além de um programa de recompra.
Brenton Tarrant nasceu em New South Wales, Austrália, e se mudou para a Nova Zelândia em 2017, momento em que, segundo acusação, começou a planejar os ataques contra a comunidade muçulmana. O réu mantinha atividade em fóruns extremistas online e divulgou um manifesto de 74 páginas antes do ataque.
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Contexto e consequências
O ataque em Christchurch levou a alterações legislativas no país, com foco no controle de armas e na resposta a ameaças extremistas. O veredicto de condenação permanece, segundo a Justiça, inalterado, mantendo Tarrant sob prisão perpétua. O caso segue como referência para políticas de segurança e combate ao extremismo.
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