Suu Kyi, 80 anos, será transferida para prisão domiciliar, conforme a imprensa estatal de Myanmar. A medida envolve a redução de parte de sua pena, com cumprimento em residência designada. A notícia foi veiculada pela emissora estatal MRTV nesta quinta-feira.
A ex-líder está detida desde o golpe de 2021, que derrubou o governo civil que comandou. Sua localização tem sido incerta em meio a um violento conflito civil que persiste no país. A imagem pública divulgada mostra Suu Kyi sentada em um banco de madeira, acompanhada por dois militares.
Na ONU, o porta-voz Stephane Dujarric comentou o desfecho, chamando a comutação de um passo relevante para condições de um processo político crível. Ele ressaltou, porém, que a solução política deve exigir cessar a violência e abrir diálogo inclusivo.
Filho de Suu Kyi, Kim Aris, afirmou não ter confirmação sobre o estado de saúde ou mesmo se a mãe continua viva. Ele pediu uma prova de vida caso ainda esteja em condição de vida. A família não recebeu notificações diretas sobre a decisão.
Antes, Suu Kyi teve a pena total ampliada após uma série de processos considerados politicamente motivados por aliados. O acúmulo de sentenças chegou a mais de 30 anos, com reduções subsequentes e uma anistia que libertou um aliado próximo.
Nesta quinta, houve uma nova redução da pena como parte de uma amnistia geral para prisioneiros. A junta tem enfrentado pressão internacional para tratar detenções políticas com mais transparência, inclusive de blocos regionais.
Min Aung Hlaing, chefe do aparato militar e atual líder de facto, tem sido pressionado a ampliar o diálogo com a comunidade internacional. Em recente conversa com autoridades tailandesas, ele disse que a situação no país está sob avaliação sem indicar medidas específicas.
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