Dois dias após a interceptação de uma flotilha humanitária, o Brasil e 11 países assinaram uma nota conjunta que condena o que chamam de ataque ilegal contra a Global Sumud Flotilla. A operação ocorreu na véspera, quando forças israelenses interceptaram 22 barcos e prenderam 175 pessoas de várias nacionalidades que buscavam levar ajuda à Faixa de Gaza. Quatro brasileiros estão entre os detidos.
Entre os detidos, está o brasileiro Thiago Ávila, que já havia sido preso em operações anteriores em outras missões da flotilha. Além dele, foram identificados Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério. A missão havia partido de Catânia, na Itália, no último domingo, com destino à Faixa de Gaza.
A nota conjunta foi assinada pelo Itamaraty e por ministros de Relações Exteriores de Turquia, Jordânia, Mauritânia, Paquistão, Espanha, Malásia, Bangladesh, Colômbia, Maldivas, África do Sul e Líbia. Os signatários pedem a libertação imediata dos ativistas e destacam a necessidade de proteger civis e cumprir o direito internacional humanitário.
Segundo o texto, os ministros manifestam preocupação com a segurança dos civis detidos e instam Israel a adotar medidas para garantir a soltura. Acrescentam que as ações violam o direito internacional e o direito internacional humanitário, pedindo respeito às obrigações morais e jurídicas internacionais.
Em resposta internacional, o premiê israelense sustentou que a flotilha era composta por apoiadores do Hamas e afirmou que as ações ocorreram dentro da lei, ressaltando que nenhuma embarcação alcançou território israelense. A declaração gerou reações de líderes europeus, com condenação de Itália e Espanha, que consideraram a operação ilegal e destacaram a necessidade de libertação dos cidadãos detidos.
Paralelamente, autoridades alemãs e italianas publicaram nota conjunta cobrando respeito ao direito internacional e o fim de ações que coloquem em risco a estabilidade regional. Em Roma, dezenas de manifestantes protestaram em apoio à flotilha, em frente ao Coliseu, com bandeiras palestinas.
Nos Estados Unidos, o governo manteve apoio a Israel e afirmou que pretende impor consequências a quem apoie a flotilha, defendendo medidas contra o apoio a ações que bloqueiem portos e reabastecimento. O porta-voz do Departamento de Estado comentou a necessidade de alianças tomadas com firmeza para impedir esse tipo de reação.
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