Christopher Okello Onyum, de 38 anos, foi condenado à pena de morte por enforcamento pela morte de quatro bebês em uma creche na capital de Uganda, Kampala, no início deste mês. No dia 2 de abril, Onyum invadiu o Ggaba Early Childhood Development Program e feriu gravemente as crianças Eteku Gideon, Keisha Agenorwoth, Sseruyange Ignatius e Odeke Ryan, com idades entre um e dois anos.
O julgamento ocorreu em um Tribunal Superior improvisado, na comunidade onde ocorreu o ataque. Onyum, que possui cidadania ugandense e norte-americana, teve 14 dias para apresentar recurso contra a sentença. Ele havia admitido o crime durante as diligências, chamando-o de sacrifício humano para ficar rico, mas depois pleiteou inocência, alegando doença mental e ausência de intenção de matar.
A promotoria apresentou 18 testemunhas, com base em evidências forenses, digitais e o testemunho de moradores. Elementos-chave incluíram DNA ligado ao cabo da faca de cozinha, imagens de câmeras de segurança registrando seus movimentos antes do ataque e dados de telefonia que o colocaram no local. Duas funcionárias da creche também relataram ter testemunhado o ataque.
Apesar de a pena de morte ainda existir no país, sua aplicação é rara no Uganda, com o último caso registrado em 2005. A decisão de Onyum de entregar-se à Justiça acontece em meio a esse histórico, e ele pode recorrer da sentença. Durante o veredito, houve celebração entre parte do público presente.
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