A Espanha encerra a era do cobre com o fim do serviço ORLA-T registrado pela CNMC. A desregulamentação entra em vigor nesta quinta-feira, 30 de abril, acelerando a migração para a fibra óptica no país. A medida desativa, de forma definitiva, os circuitos maioristas tradicionais sobre a rede de cobre da Telefónica.
A CNMC decidiu que manter tecnologias herdadas não é viável economicamente nem tecnicamente diante das redes de nova geração. O processo de desligamento de centrais de cobre já é um dos mais avançados da União Europeia e sustenta a mudança.
A migração reduz a oferta de novos contratos ORLA-T sobre a rede JDS de cobre. O único serviço que continuará sob supervisão regulatória é o ORLA-E, voltado ao aluguel de circuitos baseados em Ethernet. A transição acompanha o desplante de infraestrutura.
Impacto da transição
Telefónica afirma que a medida permite modernizar redes sem distorções de mercado ou impactos aos usuários. A desregulamentação facilita a adoção de soluções mais eficientes e escaláveis para tráfego de dados.
Especialistas apontam ganhos em eficiência energética e redução de custos de manutenção com a fibra. Além disso, a consolidação do Ethernet facilita integração com serviços em nuvem e aplicações de alta demanda.
O país posiciona-se entre os primeiros na Europa a extinguir completamente a rede de cobre, alinhando o marco regulatório ao crescimento da banda larga ultra rápida. A desregulamentação do ORLA-T encerra um dos últimos pilares da tecnologia analógica.
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