Uma flotilha internacional com mais de 200 pessoas, incluindo quatro brasileiros, foi interceptada por Israel enquanto se dirigia à Faixa de Gaza com ajuda humanitária. As ações ocorreram em águas próximas à costa da Grécia.
O grupo contava com cerca de 211 ativistas e mais de 20 embarcações. Entre os brasileiros detidos está Thiago Ávila, que já participou de ações anteriores e integrava o comitê diretor da flotilha. Outros brasileiros listados são Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério.
Os organizadores informaram que os ativistas estavam em um navio da Marinha israelense que os levaria ao porto de Ashdod, no sul de Israel. O governo de Israel informou que os ativistas seriam levados à Grécia.
Interceptação e versão oficial
Hélène Coron, da Global Sumud, informou que pelo menos 211 ativistas foram detidos. O Ministério das Relações Exteriores de Israel havia citado 175 presos anteriormente. Segundo a organização, houve uso de armas de fogo para forçar o deslocamento no convés.
O Ministério israelense descreveu a operação como atuação contra uma “flotilha de propaganda” e disse ter encontrado preservativos e drogas a bordo. O porta-voz dos organizadores contestou a alegação como desinformação.
Contexto humanitário e histórico
A ação ocorre em meio a denúncias de privação de água em Gaza e a projeções de reconstrução que chegam a US$ 71,4 bilhões. Organizações internacionais denunciam bloqueio que dificulta a entrada de bens no território.
O bloqueio e a crise hídrica persistem desde 2023, agravando a situação humanitária na região. Dados de ONGs e da ONU apontam alto nível de deslocamento e danos à infraestrutura.
Repercussões internacionais e desfecho
A atuação das forças israelenses foi alvo de condenação por organizações como a Anistia Internacional. A guarda de fronteiras controla entradas a Gaza, conforme relatos de várias entidades internacionais.
Grupos que promovem ações de ajuda humanitária já deram continuidade a ações similares, com participação de figuras públicas, em outros cenários da região. As autoridades não divulgaram detalhes sobre a liberação ou destino final dos ativistas.
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