Donald Trump voltou a criticar o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, pedindo que ele concentre esforços em “consertar seu país quebrado” e não interfere em questões do Irã. A mensagem foi veiculada nas redes sociais, em tom de ataque, após Merz ter dito que Washington estaria humilhado pela resposta de Irã e criticado a ausência de uma estratégia de saída do conflito.
A fala de Trump ocorreu um dia após ele indicar que a presença militar dos EUA na Alemanha está sendo revista, com possibilidade de redução de tropas. Estima-se que entre 36 mil e 39 mil militares dos EUA estejam no país, concentrados principalmente em Stuttgart e Ramstein.
Merz já provocou o atrito ao afirmar, no início da semana, que os EUA estavam sendo humilhados pela liderança iraniana. Em Münster, durante uma visita a uma base militar, o chanceler germanou ressaltou a importância da cooperação com a OTAN e criticou a recusa do Irã em participar de negociações de paz.
Reação alemã e contexto
Oficiais alemães procuraram acalmar o episódio. Autoridades destacaram que avisos sobre eventuais reduções de efetivo já haviam sido feitos no passado e que mudanças dependeriam de acordo com Washington. A imprensa local informou que avaliações sobre rede de bases estão em curso.
O chefe de política de defesa do bloco conservador de Merz afirmou que a redução de tropas deve ocorrer de forma ordenada e com consenso. Ele ressaltou que bases como Ramstein, Landstuhl e Grafenwöhr são fundamentais para o papel mundial dos Estados Unidos.
Cena diplomática e leitura estratégica
Especialistas destacam que a vantagem estratégica de Ramstein persiste para ambos os países. Observadores apontam que o debate aponta para uma possível realocação de forças, alinhada a discussões históricas sobre presença militar norte-americana na Europa. A situação reforça a necessidade de coordenação entre aliados da OTAN.
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