Donald Trump anunciou a retirada de tarifas sobre o uísque escocês em reconhecimento à saída de Charles III do Reino Unido. A medida, publicada nesta quinta-feira, visa homenagear o rei e a rainha, que deixaram os Estados Unidos após uma visita de quatro dias. O texto da rede social não detalhou os mecanismos da revogação.
A retirada ocorre em meio a tensões comerciais entre os dois países, que já envolviam uma cobrança de 10% sobre a maioria dos produtos importados de empresas britânicas, firmada no âmbito de uma guerra comercial iniciada no segundo mandato de Trump. A iniciativa também é vista como favorável à indústria de bourbon nos EUA, que utiliza barris de madeira exportados pela Escócia.
Trump afirmou, nas redes sociais, que a medida respeita a parceria entre a Escócia e o estado americano do Kentucky na produção de uísque e bourbon. O objetivo citado é preservar atividades consideradas estratégicas para as duas economias, segundo o presidente.
Acompanhado pela rainha consorte Camilla, Charles III esteve na Casa Branca, proferiu discurso ao Congresso e prestou homenagem às vítimas de 11 de setembro em Nova York. A visita ocorreu em meio a críticas de parte da administração britânica sobre o apoio americano em outros temas de política externa, como o Irã.
No governo da Escócia, o primeiro-ministro John Swinney comemorou a decisão como vitória eleitoral, reforçando a pauta do seu governo para as eleições no dia 7 de maio. Swinney já havia atuado, em setembro do ano anterior, para persuadir Trump a desistir das tarifas, segundo relatos oficiais.
A presença de Charles III, do lado de Camilla, reforçou a relação entre as monarquias e as lideranças políticas, em um momento de estreitamento diplomático entre Londres e Washington. Não houve, porém, detalhes adicionais sobre a implementação prática da retirada das tarifas.
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