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Acordo Mercosul-UE avança, mas enfrenta resistência de países da UE

Mercosul-UE avança, ainda provisório; Tribunal da UE analisa legalidade, enquanto Polônia e França resistem por temores de concorrência desigual aos agricultores

Acordo Mercosul-UE avança, mas enfrenta resistência de países do bloco europeu
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O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia avança, mas encontra resistência entre países da UE. O texto ainda é provisório e está sob análise de legalidade no Tribunal da União Europeia. A etapa atual aponta para etapas formais antes da assinatura final.

Países europeus, liderados por Polônia e França, pressionam pela contenção de importações sul-americanas. Agricultores temem prejuízos com a competição potencialmente mais barata, caso o acordo seja implementado sem salvaguardas adequadas.

Representantes do agronegócio europeu questionam regras sanitárias e ambientais aplicadas pela América do Sul. Protestos contra o tratado já ocorreram em diversas nações do bloco, refletindo a cautela de setores produtivos.

Apesar das resistências, o acordo foi classificado como histórico por Maros Sefcovic, comissário europeu de comércio. A expectativa é ampliar o comércio e reduzir preços de produtos como chocolates, queijos, vinhos e azeites.

Estimativas associadas ao pacto apontam a criação de uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores. A proposta visa facilitar o fluxo de mercadorias entre a UE e a região.

Desdobramentos legais

O status provisional do acordo depende de validação jurídica no Tribunal da União Europeia. Analistas avaliam impactos de eventuais objeções que possam atrasar ou alterar cláusulas centrais do tratado. A decisão final ainda não tem prazo definido.

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