Em 2013, o WhatsApp lançou as mensagens de voz, recurso que mudou a forma de comunicação de milhões. O objetivo era manter a voz como elemento central, mesmo com a popularização de textos. O tema divide usuários: praticidade versus tempo dedicado.
Uma reportagem da BBC aponta que em Índia, México e Emirados Árabes Unidos as mensagens de voz chegam a níveis de uso semelhantes aos textos. No Reino Unido, a adesão é bem menor, com apenas 4% dos entrevistados usando o recurso, segundo a YouGov.
No Brasil, o uso de áudios é destacado pelo CEO da Meta, Mark Zuckerberg, como mais elevado do que em muitos outros países, embora o estudo da YouGov não tenha incluído o país. Ele ressalta que brasileiros enviam mais mensagens de voz e figuras, com maior volume de áudios.
Mudanças culturais e regionais
A forma como a voz é percebida varia conforme idioma, cultura e hábitos sociais. Em países multilíngues, a comunicação oral facilita trocar entre línguas e contornar dificuldades de escrita. Dados da YouGov indicam que 48% dos indianos preferem mensagens de áudio.
Benefícios e críticas
Especialistas associam a voz a redução do estresse e ao fortalecimento de vínculos, ainda que pesquisas tenham analisado ligações. Mensagens gravadas oferecem autenticidade, mas exigem atenção contínua e não preparam o conteúdo com antecedência.
Brasil entre os maiores usos
Comunidades migrantes utilizam áudios para falar sem depender de horários, mantendo tom pessoal à distância. A prática representa um meio-termo entre texto objetivo e chamadas, contribuindo para conectividade em ritmo assíncrono.
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