Um imigrante cubano morreu sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE). Denny Adan Gonzalez, 33 anos, foi encontrado inconsciente em sua cela no Centro de Detenção de Stewart, em Lumpkin, Geórgia, na terça-feira passada e faleceu em menos de uma hora, segundo nota oficial do ICE. A instituição informou haver suspeita de suicídio.
Gonzalez havia entrado nos EUA pelo Texas em maio de 2019, mas foi considerado inadmissível e deportado em janeiro de 2020. Em 2022, cruzou a fronteira com o México novamente e recebeu autorização de supervisão para permanecer nos EUA. Posteriormente, foi preso em Charlotte, Carolina do Norte, sob acusações de violência doméstica, e colocado sob custódia do ICE em janeiro deste ano.
O ICE transferiu Gonzalez ao Centro de Detenção de Stewart, operado pela empresa privada CoreCivic, onde ocorreu o falecimento. Segundo o porta-voz da instituição, a equipe médica agiu imediatamente assim que ele foi encontrado inconsciente, iniciando medidas de salvamento. A CoreCivic afirmou estar profundamente triste com a perda e levar o assunto a sério.
Contexto: detenções e cenário recente
Dados do ICE indicam que, em 2025, mortes de imigrantes detidos atingiram o maior nível em duas décadas. Nos primeiros quatro meses de 2026, já foram registradas 18 mortes sob custódia. O ICE não respondeu a um pedido de comentário da Reuters. O órgão mantém planos orçamentários para deter, em média, 99 mil imigrantes nos anos fiscais de 2026 e 2027.
Defensores de imigrantes costumam criticar o Centro de Detenção de Stewart pela localização remota e por alegações de restrições administrativas e atendimento médico insatisfatório. O tema integra o debate sobre políticas de imigração e prioridades de deportação promovidas pela administração atual.
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