O ativista brasileiro Thiago Ávila será interrogado em Israel após ser capturado na rota rumo a Gaza, na flotilha humanitária. Ávila é classificado como suspeito de atividade ilegal pelo governo israelense, sem mais detalhes disponíveis. O anúncio foi feito nesta sexta-feira.
Além do brasileiro, o palestino Saif Abu Keshek está sob interrogatório, acusado de ligação com uma organização terrorista. Com exceção de ambos, os demais ativistas da flotilha seguem na Grécia, conforme informou o Itamaraty sem detalhar paradeiro de todos.
Na quinta-feira, cerca de 175 ativistas a bordo de mais de 20 embarcações foram interceptados no Mar Mediterrâneo Oriental pela força israelense. A flotilha Global Sumud buscava chamar atenção para a crise humanitária em Gaza.
Interrogatórios e desdobramentos
O grupo capturado chegou a um porto no sudeste de Creta, sob escolta da guarda costeira grega para uma cidade não informada. Inicialmente, autoridades israelenses disseram que os ativistas seguiriam para Israel.
Mais tarde, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, informou que houve acordo com a Grécia para desembarque dos passageiros na costa grega. A flotilha partiu de Marselha, Barcelona e Siracusa, somando mais de 50 embarcações.
As autoridades brasileiras, em nota conjunta com governos de diversos países, condenaram o ataque à flotilha Global Sumud como uma iniciativa humanitária civil pacífica. A pasta brasileira reiterou a busca por informações oficiais.
Matéria em atualização.
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