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Pentágono fecha acordo com sete gigantes de IA para uso militar confidencial

Pentágono firma contratos com sete gigantes de IA para uso operacional confidencial nas redes militares, ampliando debates sobre autonomia das máquinas

O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth. 19/03/2026 - (Win McNamee/Getty Images)
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Sete das maiores empresas de IA dos Estados Unidos fecharam contratos para integrar suas tecnologias às redes confidenciais do Departamento de Defesa. O acordo, anunciado pelo Pentágono, envolve uso operacional legítimo de IA em redes militares para melhorar a síntese de dados, a compreensão situacional e a tomada de decisões em operações complexas.

Entre as empresas participantes estão OpenAI, Google, Nvidia, Reflection AI, Microsoft, Amazon Web Services e SpaceX. A Anthropic, alvo de tensões com o governo por segurança na cadeia de suprimentos, ficou de fora dos pactos. A decisão ocorre em meio a debates sobre riscos de automação em guerras.

O anúncio ocorreu na sexta-feira, 1º, e reforça esforços para ampliar o uso de IA em operações de defesa. Google, OpenAI e SpaceX já tinham contratos com o Pentágono para redes confidenciais, com foco em reduzir tempo de tarefas nas áreas de inteligência e operações. Michael Kratsios elogiou os acordos, afirmando o compromisso de ferramentas adequadas para o serviço militar.

A disputa com Anthropic ganhou holofotes após o banimento da empresa de trabalhos confidenciais do governo. O governo citou divergências sobre medidas de segurança, enquanto a Anthropic temia usos como vigilância doméstica ou armas autônomas sem supervisão humana.

As tensões se inserem num contexto estratégico mais amplo, marcado por relatos de uso de IA em operações militares no Irã. Informações sobre a autonomia tecnológica também aparecem em discussões sobre operações no exterior, incluindo ações anteriores envolvendo Venezuela. O governo americano tem buscado equilibrar benefícios operacionais com salvaguardas legais e éticas.

Para o Pentágono, o objetivo é acelerar o processamento de dados e a tomada de decisão em cenários de alto risco, mantendo compliance com a lei. As parcerias indicam uma aposta contínua em IA para capacidades de defesa, sem detalhar aplicações específicas ou limites operacionais.

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