O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou que o ativista brasileiro Thiago Ávila está em Israel para ser interrogado. Ávila integrava a flotilha Global Sumud, que levava ajuda humanitária à faixa de Gaza, quando o barco foi interceptado pelas forças israelenses na quarta-feira, dia 29 de abril.
Segundo a pasta, Ávila será visitado por um representante consular do Brasil. A nota também afirma que ele é suspeito de atividades ilegais ligadas ao grupo que participa da operação.
A Marinha de Israel informou que deteve pelo menos 175 ativistas de várias nacionalidades, incluindo Ávila, Mandi Coelho, Leandro Lanfredi e Thainara Rogério. Todos estavam a bordo de embarcações da flotilha.
Detalhes sobre a operação
As embarcações da Global Sumud partiram de Catania, na Itália, em 26 de abril. As autoridades israelenses classificaram os ativistas como provocadores e disseram que agiram dentro da lei para garantir a segurança a bordo.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que nenhum navio ou apoiador do Hamas alcançaria o território israelense. A declaração reforçou a posição de repelir a flotilha.
Repercussões internacionais
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel mencionou que os ativistas já estão na Grécia, com exceção de Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, sem fornecer novos detalhes. O governo dos EUA condenou a operação e apoiou a posição de Israel, ressaltando ações contra a flotilha.
Entre na conversa da comunidade