A blockchain Canton, que funciona como rede pública e permissionada, enfrenta dúvidas sobre ataques de hackers vinculados à Coreia do Norte. O CEO da Digital Asset, Yuval Rooz, afirma que a estrutura permite salvaguardas que dificultariam a atuação desses agentes no ecossistema.
Rooz disse ao Decrypt que, desde o lançamento da Canton em 2024, instituições financeiras já perguntaram sobre vulnerabilidades associadas ao Reino Eremita. A instituição cita dados da TRM Labs, que apontam roubos de mais de US$ 6 bilhões desde 2017 por hackers norte-coreanos.
A ideia é que salvaguardas embutidas na Canton impeçam interações de agentes mal-intencionados com seus sistemas, reforça o executivo. Assim, mesmo que haja tentativas de phishing e infiltração, o desenho da rede busca reduzir riscos para aplicações DeFi.
Salvaguardas e uso por emissores
Como parte do funcionamento, participantes podem criar sub-redes e ativos digitais com controles próprios. Rooz sustenta que tais parâmetros de segurança são essenciais para a maior parte das aplicações voltadas a consumidores.
Para emissores de stablecoins, como Tether e Circle, a dinâmica da Canton já é observada de perto. Caso haja movimentação suspeita associada a atividades ilícitas, a Circle afirmou que não bloquearia stablecoins sem ordem judicial, enquanto a Tether colaborou com autoridades para congelar fundos.
Perspectiva de longo prazo
A discussão sobre centralização versus descentralização permanece. Rooz aponta que a capacidade de desativar agentes mal-intencionados pode se tornar um padrão, em vez de exceção, diante de ameaças que evoluem.
A reportagem acompanha como o tema será desenvolvido, com novas salvaguardas, auditorias e respostas de autoridades regulatórias, à medida que o ecossistema DeFi passa por ajustes de segurança.
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