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Armênia busca emancipação da Rússia ao se aproximar da UE

Armênia avança rumo à UE; cúpulas em Yerevan buscam reduzir dependência da Rússia e ampliar relação com a União Europeia

Primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pachinian, e o presidente da França, Emmanuel Macron (da esquerda para a direita, em primeiro plano), em Yerevan, em 3 de maio de 2026, na véspera da cúpula da Comunidade Política Europeia.
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A Armênia realiza em Yerevan dois encontros, hoje e amanhã, reunindo cerca de cinquenta chefes de Estado e de governo europeus para a 8ª cúpula da Comunidade Política Europeia (CPE). O objetivo é aproximar o país da União Europeia e reduzir a influência russa.

A agenda inclui pela primeira vez uma cúpula UE-Armênia na terça-feira, com a participação do primeiro-ministro Nikol Pashinyan, do presidente do Conselho Europeu, António Costa, e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A organização envolve encontros de alto nível na capital armênia, preparando terreno para decisões futuras.

Contexto e objetivos

A emancipação da Armênia da Rússia é o fio condutor da visita, em meio aos conflitos de 2020 e à perda do enclave de Nagorno-Karabakh. A relação com Moscou é marcada por laços econômicos e militares ainda fortes, incluindo uma base russa em Gyumri.

Especialistas avaliam que o Kremlin está retraindo suas forças no Cáucaso e que a situação regional facilita o afastamento gradual em direção à Europa. A colocação de sanções e apoio a Kiev também entram na pauta entre os europeus.

Dinâmica interna e recepção

Dados apontam que 72% da população apoiaria a adesão à UE, ainda que a viabilidade no curto prazo seja discutível. A juventude de Yerevan demonstra cansaço do legado soviético e vê na União Europeia uma via de modernização institucional.

A Armênia mantém dependência de Moscou em infraestruturas estratégicas e em energia, além de uma base militar. Observadores ressaltam que a mudança de trajetória exigirá acordos sobre segurança e economia com a Rússia.

Perspectivas regionais

O desfecho da relação com a Rússia pode influenciar o equilíbrio do Cáucaso. Analistas destacam que a normalização com a UE não ocorre sem custos, incluindo impactos sobre parcerias comerciais e cooperativas militares com Moscou.

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