Nesta semana, o processo movido por Elon Musk contra a OpenAI entra em fase decisiva, com depoimentos de executivos de alto escalão da tecnologia. Na segunda-feira, 4 de maio de 2026, Greg Brockman, cofundador da OpenAI, prestou depoimento no tribunal de Oakland, Califórnia.
A ação envolve a pretensão de desmembrar a estrutura lucrativa da OpenAI, afastar a liderança atual e obter indenizações de US$ 150 bilhões contra a startup e a Microsoft. Musk afirma que as lideranças teriam se beneficiado de doações feitas quando a organização era sem fins lucrativos.
Depoimentos e acusações
Brockman disse ao tribunal que possui participação na empresa avaliada em cerca de US$ 30 bilhões, sem investimento próprio, e confirmou uma doação de US$ 100 mil comprometida em 2015. O depoimento ocorre antes de Sam Altman, CEO da OpenAI, que deverá testemunhar na semana seguinte, prevista para o período de 11 de maio.
Novos documentos apresentados pela OpenAI apontam mensagens de Musk contendo ameaças ao cofundador Brockman, duas dias antes do julgamento. Segundo o material, ele afirmava que, ao final da semana, Musk e Altman seriam os homens mais odiados dos EUA.
Contexto da ação e posicionamentos
Para a defesa da OpenAI, o processo seria uma manobra para atrasar a concorrência, em meio aos avanços da empresa de Musk, a xAI. Advogados da OpenAI apresentaram e-mails de 2017 que sugerem a hipótese de transformar a OpenAI em entidade lucrativa, com Musk mantendo controle majoritário.
Entre as testemunhas confirmadas estão o CEO da Microsoft, Satya Nadella, e a ex-CTO da OpenAI, Mira Murati, que devem depor no tribunal. A juíza Yvonne Gonzalez Rogers é quem deverá decidir sobre a governança futura da OpenAI ao longo deste mês.
Histórico e contexto financeiro
Musk deixou a OpenAI em 2018, após anunciar doações já realizadas para o desenvolvimento da organização. Em 2015, ele informou ter contribuído com US$ 44 milhões, condicionando o caráter não lucrativo da instituição. A OpenAI publicou resposta oficial na qual contesta as acusações, citando ataques públicos e processos considerados infundados.
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