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Chefe da Otan diz entender recado após Trump ameaçar retirar tropas da Europa

Trump avisa retirada de tropas na Europa; EUA estudam punições, enquanto europeus aumentam gastos e fortalecem a defesa

(Da esquerda para a direita) A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, participam da 8ª Cúpula da Comunidade Política Europeia (CPE) em Yerevan, Armênia. 04/05/2026 - Ludovic Marin/AFP
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O público ficou informado nesta segunda-feira 4 sobre o anúncio de Donald Trump de retirar milhares de militares dos Estados Unidos que estão estacionados em países europeus, incluindo Alemanha, Espanha e Itália. A declaração ocorreu num contexto de críticas do presidente à Otan, que ele acusa de covardia ao não apoiar Washington na guerra contra o Irã. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que os líderes europeus entenderam o recado e que há mobilização para um papel maior da Europa e uma Otan mais forte.

As informações oficiais indicam que, na última sexta-feira, o Pentágono comunicou a retirada de 5 mil soldados da Alemanha. A medida ocorreu dias após o chanceler alemão Friedrich Merz afirmar que os Estados Unidos estavam sendo humilhados no andamento das negociações sobre o fim do conflito. Em resposta, a União Europeia recebeu a notícia como surpresa e reiterou a necessidade de fortalecer o pilar europeu da aliança.

A Europa reagiu com cautela, destacando a importância de manter cooperação com Washington. Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE, ressaltou que os militares americanos não atuam apenas para proteger interesses europeus, mas também norte-americanos. Durante o fim de semana, a Otan informou que autoridades dos 32 Estados-membros trabalham para entender os detalhes da decisão sobre o posicionamento das forças na Alemanha.

Reação europeia e contexto regional

Críticas à condução da guerra contra o Irã ganharam força no continente, com o impacto econômico causado pelo fechamento estratégico do Estreito de Ormuz. O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que os europeus estão assumindo maior responsabilidade, reforçando gastos com defesa. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, destacou a necessidade de ampliar capacidades militares para defesa coletiva.

Medidas de defesa e próximos passos

Países europeus anunciaram aumento de investimentos em defesa em resposta ao que chamam de necessidade de autonomia estratégica. Segundo autoridades, o objetivo é fortalecer soluções comuns da região e assegurar segurança diante da conjuntura internacional. A Espanha, por sua vez, já declarou não concordar com uso de seu espaço aéreo ou bases para ações contra Teerã, enfatizando que a intervenção militar representa risco ao direito internacional.

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