O governo dos Estados Unidos lançou o que chamou de Projeto Liberdade, para orientar a passagem de navios mercantes pelo estreito de Ormuz. A declaração foi feita poucas horas antes da entrada em vigor da operação, segundo o CENTCOM. A ideia envolve contratorpedeiros de mísseis guiados, mais de cem aeronaves e plataformas não tripuladas, mas detalhes operacionais ainda não foram divulgados.
Especialistas questionam a viabilidade prática da missão e destacam limitações de recursos na região. A analista Jennifer Parker, ligada ao Lowy Institute, afirma que a operação pode buscar mais presença do que proteção direta a navios, com aviação de apoio cobrindo o estreito. A percepção é de que o objetivo é reduzir a sensação de insegurança de navegação.
Reação iraniana
O Irã reagiu à iniciativa com críticas públicas. Parlamentares iranianos classificaram a ação como violação do cessar-fogo vigente desde 8 de abril e afirmaram que o estreito não seria controlado por decisões dos EUA. Autoridades iranianas também ressaltaram que qualquer força estrangeira seria alvo de ataques caso se aproximasse do estreito.
Desafios logísticos e perspectivas
Executivos do setor naval dizem não acreditar que a medida reduza riscos, afirmando que é preciso atuação de ambos os lados. Em termos operacionais, os EUA já tiveram uma passagem de contratorpedeiros pelo estreito, em 11 de abril, para impedir minas. Especialistas ressaltam que o estreito, com 38,6 km de largura, exige cuidados especiais para evitar confrontos diretos com forças iranianas.
Complexidade regional
A avaliação aponta que o Irã possui capacidades móveis de drones e mísseis, com possibilidade de ataques a pequenas embarcações próximas à rota. A viabilidade de uma escolta próxima, com navios dos EUA navegando lado a lado de mercantes, é considerada improvável por especialistas. A ausência de uma força de reserva suficiente é citada como entrave para missões desse tipo.
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