Keir Starmer afirmou, durante a cúpula da Comunidade Política Europeia em Armênia, que há tensões entre Donald Trump e a Europa. O Reino Unido busca ingressar no esquema de empréstimos da UE para a Ucrânia, estimulado por Kyiv.
O premiê britânico aponta que o interesse dos EUA na guerra da Ucrânia tem diminuído e que as tensões na aliança ocorrem com impacto potencial nas economias globais. A sessão tratou dos efeitos para os eleitores europeus.
Starmer ressaltou a necessidade de enfrentar as dificuldades como bloco, destacando que alianças não estão no nível desejado. A ideia é atuar de forma conjunta para reduzir riscos ao grupo.
Participação no esquema de financiamento da Ucrânia
Caso o Reino Unido seja aceito no fundo de recuperação da UE, firmas britânicas de defesa poderiam fornecer equipamentos a Kyiv, mediante contribuição de até 400 milhões de libras. A quantia viria de parte dos 3 bilhões já reservados para a Ucrânia.
A UE exige maior contribuição britânica para orçamentos, em troca de acesso ampliado a mercados. Bruxelas busca um mecanismo permanente de contribuição financeira adequada à dimensão da economia britânica.
Avanços em cooperação e próximos passos
No encontro, Starmer e Ursula von der Leyen concordaram em iniciar conversas sobre participação britânica no fundo de inovação da UE e foram claros em avançar com ambição na cúpula Reino Unido-EUA neste verão.
Em março, ficou acordado que o Reino Unido deverá pagar para os fundos estruturais e de investimento da UE, pela primeira vez desde o Brexit, para participar do mercado único de eletricidade. O objetivo é refletir o tamanho da economia britânica.
Nick Thomas-Symonds comentou que o valor de 1 bilhão de libras por ano circulado na imprensa não está confirmado, ressaltando que a motivação é avaliar o interesse nacional e o retorno ao contribuinte.
O Gabinete do Ministério está auditorando setores com maior ganho de integração, com foco em automóveis, produtos químicos e farmacêuticos, como prioridades para o acordo.
Em entrevista ao Observador, Starmer chamou para uma postura de maior cooperação com a UE, ressaltando que o Brexit impactou a economia britânica e que o país deve estar no coração de uma Europa mais forte em defesa, energia e economia.
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