A Procuradoria de Roma abriu investigação por sequestro de pessoas após a interceptação de uma flotilha humanitária com destino à Gaza pelas forças israelenses. Entre os detidos estão o brasileiro Thiago Ávila e o ativista palestino-espanhol Saif Abu Keshek, presos em águas internacionais a bordo de uma embarcação de bandeira italiana. No domingo 3, um tribunal israelense prorrogou a detenção dos dois por mais dois dias.
A primeira apuração envolve suspeita de sequestro, com o crime sendo relevante para os dois detidos, que estavam em águas internacionais no momento da prisão. Ambos seguem detidos em Israel, em meio a uma segunda prorrogação de custódia determinada pela Justiça local.
Contexto da flotilha
Mais de 170 ativistas de diversas nacionalidades foram incidentados na quinta-feira, durante a operação de quase 20 barcos da Global Sumud Flotilla. Segundo organizadores, a missão visava romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza, onde a entrada de ajuda humanitária permanece restrita.
Detenção e localização
A ação, descrita como pacífica por Israel, ocorreu a centenas de quilômetros de Gaza, em águas internacionais perto da costa de Creta, na Grécia. A operação gerou críticas de diversos países, que apontaram ilegalidade em relação ao uso da força e à jurisdição.
Histórico da iniciativa
Este é o segundo esforço da Global Sumud Flotilla para chegar a Gaza. Em 2025, na primeira viagem, centenas de ativistas foram detidos no mar, levados a Israel e expulsos posteriormente. Entre os participantes já identificados estiveram nomes relevantes para o movimento internacional, como Greta Thunberg e a eurodeputada Rima Hassan.
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