O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, afirmou nesta segunda-feira que não haverá negociações com Israel enquanto a guerra no sul do Líbano não cessar, mesmo com o cessar-fogo vigente. A declaração foi feita durante a evacuação de moradores de vilarejos na região.
Berri ressaltou que a prioridade é interromper a violência antes de qualquer processo político, e declarou que não aceitará negociações sem garantias de que os ataques israelenses vão parar. O posicionamento foi divulgado pelo gabinete dele.
A imprensa local informou que, no momento, forças israelenses ordenaram a saída de moradores de mais quatro vilarejos no sul do Líbano, em meio a operações contínuas contra o Hezbollah. O exército israelense alega violação do cessar-fogo pelo grupo.
Segundo o Hezbollah, 11 operações foram realizadas contra forças israelenses no sul do Líbano no domingo, conforme a organização. O grupo continua atacando posições israelenses, mantendo a tensão na região.
O Irã condiciona um acordo de encerramento do conflito à suspensão dos confrontos no território libanês; Washington sustenta que as questões são separadas, buscando mediadores próximos aos dois lados. O governo libanês não defende explicitamente um tratado de paz.
O cessar-fogo, firmado em abril e estendido para maio, reduziu a intensidade dos confrontos, mas não cessou os ataques. Israel mantém tropas na região, com ações contínuas de demolição de estruturas no litoral.
O governo libanês mira um acordo permanente com Israel para interromper invasões e ataques, sem, contudo, firmar compromisso de desarmar o Hezbollah. Os Estados Unidos já se reuniram com representantes de ambos os países na semana passada.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou haver boa chance de um acordo neste ano e mencionou a possibilidade de promover reunião entre Benjamin Netanyahu e o presidente libanês Joseph Aoun. O Hezbollah e Berri são contrários a reuniões diretas.
O Exército libanês aponta números oficiais: mais de 2.600 mortos no Líbano desde 2 de março, segundo o Ministério da Saúde, enquanto Israel registra 17 soldados mortos e dois civis em ações do Hezbollah.
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