O aperto no Estreito de Ormuz persiste, mesmo com o anúncio dos EUA de iniciar o que chamou de Projeto Liberdade. Na segunda-feira (4), não houve aumento no tráfego de navios pelo estreito, após o pronunciamento de Donald Trump no domingo sobre ações para liberar a navegação.
Segundo dados da MarineTraffic, apenas um petroleiro de pequeno porte com GLP sob sanções atravessou a região, junto de alguns cargueiros e uma embarcação de instalação de cabos. Não havia registro de navios aguardando passagem pelo canal.
A operadora alemã Hapag-Lloyd informou que a travessia de seus navios continua impedida, por falta de clareza sobre procedimentos seguros de passagem. O Centcom informou que começaria a ajudar a restabelecer a liberdade de navegação, mantendo o bloqueio aos portos iranianos.
Orientação e percepção da situação
O Baltic and International Maritime Council afirma que a indústria naval ainda não recebeu diretrizes sobre as ações dos EUA nem sobre seus objetivos. Jakob Larsen, diretor de segurança, disse que sem consentimento do Irã, é incerta a redução da ameaça às embarcações.
A Organização Marítima Internacional aponta que centenas de embarcações e até 20 mil marujos ficam impossibilitados de atravessar a via. O CIMMAR, liderado pelos EUA, classificou o nível de ameaça como crítico e sugeriu rotas alternativas próximas a Omã.
Perspectivas de operação e resposta regional
O Centcom descreveu as missões norte-americanas como defensivas e sinalizou combinar diplomacia com coordenação militar. O Irã advertiu a Marinha dos EUA para manter distância de Ormuz e afirmou que navios precisarão de coordenação com forças iranianas para passagem.
O Irã divulgou mapa com área de controle declarada e reforçou a exigência de coordenação para passagem de navios comerciais. Enquanto isso, o Paquistão informou que evacuou 22 tripulantes do navio Iran Touska, repatriando-os e devolvendo a embarcação aos proprietários após reparos.
Desenvolvimento regional e impactos
O bloqueio naval imposto em 13 de abril reduziu as exportações iranianas de petróleo. O Paquistão detalhou que a evacuação dos tripulantes é vista como gesto de confiança, com o processo de reparo e restituição da embarcação. O episódio amplia a tensão já existente na região.
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