Um relatório de uma agência de inteligência europeia, obtido pela CNN, aponta que Vladimir Putin aumentou significativamente a segurança pessoal e de assessores. A medida ocorre em meio a temores de golpe de Estado e de assassinato do líder russo e de pessoas próximas.
Segundo a apuração, o Kremlin instalou sistemas de vigilância nas residências dos assessores mais próximos; cozinheiros, guarda-costas e fotógrafos passaram por restrições de transporte público. Visitantes de Putin são submetidos a duas revistas, e assessores próximos ao presidente passam a usar apenas telefones sem acesso à internet.
O relatório também aponta redução de locais visitados por Putin e pela família, que deixaram de frequentar residências habituais na região de Moscou e a cidade de Valdai. Além disso, o ditador não teria visitado instalações militares neste ano, com o Kremlin apresentando imagens gravadas de visitas para manter a percepção de normalidade. A atuação tem aumentado a permanência em bunkers reforçados, principalmente em Krasnodar.
Contexto econômico e político
Zyuganov, líder do Partido Comunista da Rússia, alertou em abril sobre possibilidade de revolução caso não haja resposta à crise econômica. Nos dois primeiros meses de 2026, o PIB russo caiu 1,8% frente ao mesmo período de 2025, apesar da alta de petróleo e gás e do relaxamento de sanções. O FMI elevou a projeção de crescimento deste ano de 0,8% para 1,1%.
Apesar da recuperação setorial da energia, o setor petrolífero russo enfrenta gargalos. Em março, a Reuters informou que cerca de 40% da capacidade de exportação de petróleo foi paralisada por ataques ucranianos à infraestrutura e pela apreensão de petroleiros.
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