O Serviço Federal de Proteção da Rússia (FSO) reforçou a segurança ao redor do presidente Vladimir Putin, após temores de assassinato e de um possível ataque de drones ucranianos, aponta o Financial Times (FT). Putin vem passando mais tempo em bunkers subterrâneos.
A proteção endurecida ganhou impulso nos últimos meses, com o chefe de Estado reduzindo viagens e afastando-se de eventos civis. O temor de golpe ou assassinato, especialmente por drones, passou a orientar as medidas de segurança.
O FT cita fontes próximas a Putin e uma fonte ligada a serviços de inteligência europeus. Segundo as informações, a operação de maior rigor se intensificou desde março, após o que foi chamado de “Operação Spiderweb” envolvendo ataques a bases aeréas russas além do Círculo Ártico.
Como parte das alterações, Putin passou a se manter mais reservado na região sul de Krasnodar, trabalhando de lá por várias semanas, com a mídia estatal exibindo imagens gravadas previamente para manter a aparência de normalidade.
Foi informado que membros do entorno direto do presidente — cozinheiros, fotógrafos e guarda-costas — tiveram restrições de uso de transporte público e de portar celulares ou dispositivos com internet perto dele. Sistemas de vigilância foram instalados nas residências.
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