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Suécia abandona o termo islamofobia e atualiza diretrizes

Governo da Suécia abandona o termo “islamofobia” em documentos oficiais, adotando expressões como “racismo antimuçulmano” para evitar confundir críticas com preconceito

O premiê da Suécia, Ulf Kristersson, durante evento em 2025. (Foto: Kai Försteling/EFE)
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O governo da Suécia informou ao Parlamento, no fim de abril, que não usará mais o termo islamofobia em comunicações oficiais. A decisão, anunciada pela ministra das Relações Exteriores, visa tornar o vocabulário mais preciso.

Ela argumenta que islamofobia pode sugerir medos irracionais individuais e não refletir discriminação real. Também pode confundir críticas legítimas à religião com preconceito contra pessoas.

A partir de agora, o governo pretende usar expressões como racismo antimuçulmano ou ódio contra muçulmanos para descrever casos de discriminação. A mudança será defendida internacionalmente, junto à UE e à ONU.

Mudança na terminologia e impactos

A decisão resulta de críticas ao uso de islamofobia como rótulo de debates sobre religião e políticas de imigração. Grupos conservadores dizem que o termo é explorado para promover agendas políticas.

O eurodeputado sueco Charlie Weimers confirmou a mudança em redes sociais, afirmando que o conceito tem sido usado para obter recursos institucionais por determinados grupos.

A medida faz parte de uma linha mais rígida da coalizão de centro-direita do premiê Ulf Kristersson, com foco em imigração, integração e influência religiosa na política.

Setores ligados à liberdade de expressão apoiaram a alteração. Críticos sustentam que a mudança pode minimizar casos reais de discriminação contra muçulmanos na Suécia.

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