Dois meses após o início de confrontos no Oriente Médio, avaliações indicam que o programa nuclear do Irã sofreu danos limitados, segundo análises de agências de inteligência dos Estados Unidos. O objetivo de atrasar pesquisas permanece, mas o atraso não foi confirmado.
De acordo com as informações divulgadas, Teerã ainda pode produzir uma ogiva nuclear no mesmo intervalo de tempo anterior ao conflito. O Irã mantém aproximadamente 440 kg de urânio enriquecido a 60%, sendo necessária nova etapa de enriquecimento para chegar a 90%.
Considerando a distância geográfica, a produção suficiente para atingir os EUA não seria viável, porém há debate sobre o potencial de dano caso o Irã utilize 10 ogivas. A maioria das estimativas aponta para riscos elevados a Israel, que teria aproximadamente 90 ogivas em seu arsenal.
Implicações regionais
Em entrevista veiculada pelo Conexão Record News, o analista Vitelio Brustolin afirma que o Irã poderia causar dano relevante a Israel com 10 ogivas. Ainda segundo ele, Israel dispõe de maior número de ogivas, o que comporia um quadro de retaliação likely.
A entrevista também destaca que, se o Irã lançasse ataques, seria previsível uma resposta com ataques mútuos entre os dois países, gerando um cenário de destruição significativa na região. As informações são analisadas no contexto das operações militares em curso.
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