O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o cessar-fogo com o Irã não acabou, apesar dos incidentes no Estreito de Ormuz. A declaração ocorreu após autoridades pressionarem por uma resposta dos EUA à escalada na região. A operação militar anunciada pelo governo americano busca restabelecer a passagem de navios comerciais.
A fala de Hegseth ocorreu em coletiva de imprensa. Ele disse que os EUA têm o direito de se defender de forma agressiva, dependendo de como a situação evoluir. O ministro destacou que o Irã sabe disso e que o presidente pode decidir se o cessar-fogo é violado.
Ao lado dele, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Dan Caine, classificou as ações iranianas como de baixo nível, descrevendo-as como assédio. Questionado sobre o momento de retomar ataques, Caine disse que essa decisão seria política, não militar.
Tensões em alta
Antes, o principal negociador iraniano alertou que o Irã ainda não iniciou o confronto pelo Estreito de Ormuz. O ministro afirmou que o Iran mantém o controle da passagem e que houve ataques contra navios militares e civis na região.
O recrudescimento ocorre após Trump anunciar a operação de escolta de navios no estreito. O objetivo do chamado Projeto Liberdade é guiar cargueiros retidos no Golfo Pérsico, segundo informações oficiais. Mais de 20 mil marinheiros em 1.550 navios estariam afetados, conforme a UKMTO.
O Irã também relatou ataques a instalações civis nos Emirados Árabes Unidos, enquanto o país árabe condenou a escalada e afirmou ter o direito de responder. O conflito envolve uma passagem estratégica que, até então, sediava parte relevante do comércio de petróleo e gás.
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