A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar 5 mil militares da Alemanha foi anunciada após o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmar que os EUA estão sendo “humilhados” na guerra no Irã. A medida expõe a tensão entre Washington e aliados da Europa. A ação ocorre em meio a críticas contínuas sobre a participação europeia no gasto de defesa.
Segundo dados, mais de 36 mil militares norte-americanos estavam estacionados na Alemanha em dezembro de 2025. O governo dos EUA não descartou ampliar as retiradas e sugeriu que medidas semelhantes poderiam ocorrer em relação à Itália e à Espanha.
Enquanto Trump pressiona pela maior participação europeia na defesa, a Otan enfrenta desafios de coordenação e de gastos. Economias da Europa elevam investimentos, mas há dúvidas sobre autossuficiência em defesa num prazo curto. A relação com Moscou e a defesa do continente seguem em debate.
Atrasos e divergências afetam projetos conjuntos. Procuras por maior autonomia na defesa enfrentam dificuldades de alinhamento entre potências-chave, como Alemanha, França, Polônia e Reino Unido, especialmente em investimentos e prazos.
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