O governo dos Estados Unidos afirma ter implementado um bloqueio de navegação no Estreito de Ormuz, com ações de proteção a navios comerciais, em meio a tensões com o Irã. A declaração ocorreu após ataques atribuídos a Teerã contra os Emirados Árabes Unidos e novos desdobramentos na região. A retirada de ritmo da operação, para buscar negociações, foi anunciada pelo presidente Donald Trump.
Segundo autoridades americanas, a medida de pausa temporária visa abrir espaço para diálogo com o Irã, mantendo o bloqueio em vigor. A iniciativa ocorre em meio a relatos de tentativas de passagem de navios sob escolta, bem como acusações de pirataria contra o Irã. O objetivo é assegurar o tráfego comercial na área vulnerável.
Diversos desdobramentos diplomáticos favoreceram a repercussão da crise. O presidente dos Emirados Árabes Unidos recebeu ligações de líderes internacionais, incluindo o primeiro-ministro de Israel, para tratar da resposta aos ataques atribuídos ao Irã. Teerã, por sua vez, negou ataques recentes aos Emirados, embora tenha prometido resposta contundente a qualquer agressão.
Reações e posicionamentos
O secretário de Estado dos EUA afirmou que dez civis morreram desde o início do bloqueio, destacando que a passagem de navios continua sob proteção americana e que ataques ocorreriam apenas em resposta a hostis ações iranianas. Haverá operação defensiva para manter rotas comerciais abertas, segundo o porta-voz.
O Irã negou ataques contra os Emirados e informou que não participou dos incidentes recentes, mas advertiu que responderá de forma esmagadora a qualquer agressão. O comando militar iraniano publicou que, apesar das tensões, não houve ataque direto aos Emirados.
O Irã anunciou a criação de um novo mecanismo para gerenciar o trânsito de embarcações no Estreito, com área de controle ampliada e instruções para que navios comerciais coordenação com forças iranianas. O país também divulgou um mapa com as novas fronteiras de domínio.
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