O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que Washington não busca conflito pelo Estreito de Ormuz, mas não permitirá que o Irã bloqueie a passagem de navios de países inocentes. Segundo ele, Teerã tem agredido petroleiros civis e pretende impor um pedágio sobre a via marítima internacional, prática considerada inaceitável pela natureza extorsiva.
Hegseth fez as declarações durante uma entrevista coletiva no Pentágono na terça-feira, 5. O chefe da Defesa destacou que o objetivo é proteger a navegação comercial, sem adotar ações de confrontação, e ressaltou que o Irã é o agressor declarado há muito tempo.
Projeto Liberdade e objetivo estratégico
O secretário explicou que o Projeto Liberdade, anunciado pelo presidente Donald Trump no domingo anterior, visa criar condições para impedir o bloqueio iraniano da rota. A medida é apresentada como defensiva, com duração temporária e foco na proteção de embarcações comerciais.
Hegseth enfatizou que a iniciativa difere da Operação Fúria Épica, que deu origem a tensões na região. Ele informou ainda que os Estados Unidos pretendem, em breve, delegar novamente a responsabilidade sobre o estreito aos países que mais dependem da rota, como Coreia do Sul, Japão, Austrália e nações europeias, para estimular participação na defesa.
Desdobramentos internacionais
O secretário citou a expectativa de mobilização internacional para assegurar a livre passagem neste corredor estratégico. Segundo ele, a cooperação com aliados é parte de uma estratégia mais ampla para enfrentar a atuação iraniana nas águas internacionais. A Agência Brasil não divulga links; as informações foram apresentadas pelo Departamento de Defesa.
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