O Exército dos EUA realizou, na segunda-feira (4 maio 2026), mais uma operação contra uma embarcação no mar do Caribe, resultando na morte de duas pessoas. A ação integra a campanha militar lançada pelo governo de Donald Trump em setembro de 2025, com pelo menos 55 ataques até o momento.
Segundo o Comando Sul dos EUA, o vídeo divulgado mostra o momento em que um projétil atinge a embarcação, que, conforme a instituição, seguia trajetórias associadas ao narcotráfico. Não foram apresentadas evidências detalhadas para sustentar a alegação de envolvimento em atividades ilegais.
O ataque foi autorizado pelo general Francis L. Donovan, chefe do Comando Sul, responsável pelas operações na América Latina e no Caribe. Não houve relatos de ferimentos entre militares americanos.
Especialistas críticos avaliam que ações desse tipo podem configurar mortes de civis fora de combate, dependendo das circunstâncias e da existência de ameaça iminente. Avaliações independentes questionam a legalidade de ataques contra embarcações suspeitas sem provas de hostilidade.
A Casa Branca afirmou que as mortes ocorrem em um marco de conflito armado formal com cartéis de drogas, sustentando a legalidade das ações contra plataformas de tráfico. A comunicação oficial não detalha critérios usados para classificar as embarcações como combatentes.
Controvérsia e respostas oficiais
- Ações militares nesse contexto geram debates sobre legalidade, proporcionalidade e proteção de civis.
- Organizações internacionais e especialistas pedem transparência sobre evidências e critérios de alvos.
- O governo americano mantém a narrativa de combate ao narcotráfico como justificativa operacional.
Até o momento, o balanço divulgado aponta para 187 mortes relacionadas aos ataques desde o início da campanha, com 2 óbitos recentes confirmados nesta nova operação. As autoridades não esclareceram se houve ferimentos entre tripulantes restantes ou danos adicionais à embarcação.
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