Influenciadores digitais dos Estados Unidos teriam sido pagos para endossar o mercado nacional de IA e atacar rivais chineses. A reportagem da Wired aponta que o caso envolve nomes conhecidos por conteúdo de lifestyle, não de tecnologia. A estratégia visaria influenciar investidores e políticas públicas a favor de empresas locais.
Nomes e empresas citados pelo jornal incluem figuras associadas a conteúdos amplos, sem foco técnico. Segundo a matéria, o objetivo inicial foi promover investimentos em IA estadunidense, destacando empregos e liderança. Posteriormente, surgiram mensagens que sinalizavam preocupação com IA de origem chinesa.
Quem está por trás e como funciona
Agências de marketing teriam contratado influenciadores com promessas de até US$ 5 mil por vídeo no TikTok. O objetivo era alcançar audiências diversas, incluindo progressistas e conservadores, sem que o financiamento fosse evidente. O grupo financiador seria o Build American AI.
Participantes citados pela reportagem incluem Greg Brockman, presidente e cofundador da OpenAI; Joe Lonsdale, cofundador da Palantir; a firma de investimentos Andreessen Horowitz; e representantes da Perplexity. Várias pessoas teriam recusado propostas por entenderem o tom agressivo da campanha.
Transparência e impactos
A principal crítica é a falta de informações públicas sobre quem paga as postagens e quais são as motivações por trás delas. Embora não haja ilegalidade, a opacidade gera dúvidas sobre a origem do financiamento. O conjunto de ações acompanha tensões entre EUA e China em tecnologia e cadeia de suprimentos.
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