O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta terça-feira que o regime ainda não iniciou ações contra os Estados Unidos no Estreito de Ormuz. A declaração ocorreu enquanto Washington enfatizou que o cessar-fogo entre as duas nações permanece em vigor.
Segundo Ghalibaf, a nova dinâmica de Ormuz está se consolidando e a passagem de petróleo está sob pressão por violações do cessar-fogo e bloqueios atribuídos aos EUA e aliados. Ele disse que o status quo não é aceitável para a parte americana e reiterou que as ações ainda não começaram.
O Irã bloqueia desde o início do conflito a passagem estratégica, que historicamente transportava cerca de 20% do petróleo e do GNL mundial. Teerã exige controle militar de Ormuz e cobrança de pedágios, condições que não são aceitas pelos EUA.
Contexto do conflito e apoio militar
Na segunda-feira, Washington lançou o Projeto Liberdade, destinado a guiar navios comerciais retidos para fora da região. O Comando Central dos EUA confirmou apoio com destróieres, centenas de aeronaves, plataformas não tripuladas e cerca de 15 mil militares.
O Irã afirmou que poderia atingir navios comerciais que transitassem por Ormuz sem coordenação com autoridades iranianas. Houve relatos de ataques na região desde o anúncio do projeto, alimentando dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo.
Avaliação americana sobre o cessar-fogo
O secretário da Guerra dos EUA afirmou que o cessar-fogo não terminou. O chefe do Estado-Maior Conjunto indicou que os ataques do Irã, embora ocorridos, ainda não atingiram o nível que exigiria a suspensão formal do acordo.
Segundo a CNN, o Irã teria efetuado nove ataques a embarcações e apreendido dois navios, além de atacar forças americanas mais de dez vezes, números usados para contextualizar a situação.
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