O Irã continua com tempo estimado para produzir uma arma nuclear inalterado desde o verão passado, segundo avaliações de inteligência dos EUA. Analistas indicavam que ataques coordenados dos EUA e de Israel teriam atrasado o cronograma para até um ano.
As avaliações permanecem estáveis após dois meses de hostilidades, com foco da campanha militar em alvos convencionais e na liderança iraniana, apesar de Israel ter atingido instalações nucleares relevantes.
A possibilidade de eliminar o estoque de urânio enriquecido de alta pureza (HEU) é vista como chave para dificultar a obtenção de uma arma, segundo as fontes que falaram sob anonimato.
O confronto entre EUA e Irã ficou em trégua desde 7 de abril, em busca de paz. Tensões elevadas seguem, com o Irã restringindo o tráfego no Estreito de Ormuz, afetando o abastecimento global de petróleo.
O Departamento de Defesa dos EUA sinalizou a intenção de impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear por meio de negociações em curso com Teerã, conforme declaração de porta-voz.
Antes da guerra iniciada em 12 dias de junho de 2025, autoridades já apontavam que o Irã poderia ter urânio suficiente para uma arma em três a seis meses, com ajustes para nove meses a um ano após os ataques de junho.
Os ataques de junho danificaram as plantas de enriquecimento de Natanz, Fordow e Isfahan. Apesar disso, o órgão de fiscalização da ONU não confirmou o paradeiro de cerca de 440 quilos de HEU enriquecido a 60%.
A AIEA já avaliou que o estoque total de HEU poderia render até 10 bombas, caso fosse ainda mais enriquecido, mantendo o risco nuclear sob avaliação contínua.
A Casa Branca descreveu as ações militares como parte de uma campanha para destruir a capacidade nuclear iraniana, citando operações anteriores como exemplos de sucesso estratégico.
Autoridades americanas, incluindo o vice-presidente JD Vance, reiteraram a meta de impedir o Irã de obter arma nuclear, destacando a importância de alcançar esse objetivo durante o conflito.
Especialistas ressaltam a dificuldade de medir com precisão a capacidade nuclear do Irã, diante de instalações subterrâneas e da possibilidade de atrasos na verificação internacional.
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