Papas e presidentes trocam provocações em meio a tensão internacional. O Papa Leo reiterou o objetivo da Igreja de pregar a paz frente às críticas recebidas de Donald Trump, ressaltando que qualquer pessoa pode discordar dele. O recado foi feito enquanto o presidente americano manteve ataques públicos ao pontífice.
Trump afirmou em entrevista recente que não concorda com o posicionamento do Papa sobre o Irã, sugerindo que o país poderia ter armas nucleares. O Vaticano não chegou a endossar esse ponto, mas o Papa tem se mostrado crítico em relação a guerras no Oriente Médio, o que alimenta atritos com Washington.
Visita ao Vaticano
A tensão ocorre no momento em que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, viaja ao Vaticano para uma reunião de dois dias. O Itinerário oficial aponta discussões sobre relações bilaterais, Itália, o Vaticano e a situação no Oriente Médio, além de interesses na região das Américas.
Antes da viagem, o Pontífice reforçou o compromisso com a paz. Em falas citadas pela reportagem, ele disse que a missão da Igreja é pregar o Evangelho e a paz, acolhendo críticas desde que se mantenha o valor das palavras de Deus.
Reações diplomáticas
O embaixador dos EUA junto à Santa Sé, Brian Burch, afirmou que não houve uma rusga profunda entre as duas instituições, mesmo com divergências. Segundo ele, o diálogo é caminho para superar desentendimentos por meio da fraternidade.
A interlocução também envolve a Itália. A primeira-ministra Giorgia Meloni, que chegou a criticar a guerra no Oriente Médio, indicou abertura em relação a encontros com Rubio, sinalizando uma agenda diplomática ampla. Juízo sobre futuras reuniões não foi definido.
Contexto recente
O episódio envolve ainda o apoio de oficiais norte-americanos à relação com o Vaticano. Rubio, acompanhado pelo vice-presidente JD Vance — ambos católicos — atua no tabuleiro diplomático entre Roma, Washington e a Igreja. O tema da paz figura como eixo comum, apesar das disputas políticas.
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