O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira 5 que o status quo em Cuba é inaceitável e que os EUA vão tratar do tema, embora não de imediato. Em coletiva na Casa Branca, Rubio disse que a gestão cubana precisa de mudanças e sinalizou a disposição de ampliar a ajuda humanitária ao país, com a distribuição prevista por intermédio de instituições religiosas.
Rubio indicou que o governo estadounidense pretende manter a pressão sobre Havana e ressaltou que as ações ocorrerão de forma gradual. A declaração ocorreu no mesmo dia em que autoridades de Washington comentaram a possibilidade de ampliar canais de diálogo, ainda sem data definida.
A semana anterior trouxe declarações do ex-presidente Donald Trump, que fez comentários sobre a possibilidade de atuação direta para influenciar Cuba, sugerindo uma intervenção com apoio de forças militares após um eventual conflito com o Irã. As falas foram recebidas com ceticismo por parte de analistas.
Trump mencionou a ideia de deslocar recursos de defesa, incluindo o deslocamento de uma poderosa unidade naval, para pressionar os líderes cubanos. O tom irônico presente na fala foi observado por presentes na plateia, que reagiu com risos. As reflexões ocorrem após Trump ter assinado uma ordem executiva para ampliar sanções contra o governo cubano.
As novas sanções aprovadas por Trump foram apresentadas como parte de uma sequência de medidas contra o governo cubano e seus aliados. Autoridades americanas afirmam que o objetivo é pressionar por mudanças políticas e humanitárias no país caribenho. O governo cubano continua sob vigilância internacional, com várias nações acompanhando o desenrolar da política externa dos EUA.
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