O governo dos Estados Unidos informou que as operações ofensivas contra o Irã foram encerradas, com foco deslocado para a proteção da navegação no Estreito de Ormuz. O anúncio ocorre 66 dias após EUA e Israel iniciarem bombardeios contra o Irã.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou a repórteres na Casa Branca que a Operação Fúria Épica está concluída e que os objetivos teriam sido alcançados. A declaração foi feita enquanto um navio cargueiro no estreito relatava ter sido atingido por um projétil não identificado.
Enquanto Rubio falava, autoridades britânicas reportaram o ataque a mais um cargueiro no estreito. Os EUA destacaram que o fechamento em torno de Ormuz deixou mais de 1.550 navios no Golfo Pérsico sob vigilância, com cerca de 22 mil marinheiros a bordo.
Reação internacional e desdobramentos
O presidente iraniano contestou as exigências dos EUA para retomar negociações, classificando-as como impossíveis. A resposta foi dada em ligação entre o chefe de governo iraqueño e o premiê designado do Iraque, segundo a agência Fars.
No mercado, o petróleo recuou, com o Brent caindo cerca de 3,6% para pouco acima de US$ 111 o barril, após alta anterior na semana. Analistas destacam que a narrativa de conclusão busca enquadrar a atuação militar sem nova autorização do Congresso.
A linguagem oficial descreve o Irã como agressor e os EUA como lideranças de um esforço para colocar um Estado fora da lei sob controle. A estratégia de sustentar uma zona de trânsito visa restabelecer a confiança de navios ao atravessar o estreito.
Autoridades americanas ressaltam que o bloqueio naval é visto como ferramenta para manter a continuidade do comércio global. Ainda assim, houve ataques contínuos no território hídrico, com intercâmbios entre potências que podem ampliar a tensão regional.
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