Um casal holandês e um cidadão alemão morreram por hantavírus a bordo de um cruzeiro de expedição, com um passageiro britânico evacuado e hospitalizado na África do Sul. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou a possibilidade de transmissão de pessoa para pessoa entre contatos próximos, mas o risco para o público permanece baixo.
O navio MV Hondius permanece isolado próximo a Cabo Verde, na costa oeste da África. Não há autorização para desembarque de passageiros, segundo autoridades locais, e a OMS confirmou que o foco é evacuar os dois passageiros doentes que ainda estão a bordo para a Holanda.
Segundo a OMS, o caso inicial ocorreu fora do navio, possivelmente durante atividades de observação de aves na Argentina, onde o cruzeiro teve início em Ushuaia no sul do país. A empresa Oceanwide Expeditions confirmou que o barco partiu de lá em março.
À frente, o hospital de Joanesburgo confirmou o paciente britânico positivo para hantavírus. A Holanda confirmou o vírus na mulher holandesa que morreu, e autoridades argentinas e sul-africanas seguem com o rastreamento de contatos.
No total, cerca de 150 pessoas permanecem a bordo do Hondius, que percorreu a Península Antártica, a Geórgia do Sul e Tristan da Cunha. O cruzeiro é vendido como expedição de natureza com valores entre 14 mil e 22 mil euros.
A OMS informou que procedimentos de desinfecção são realizados a bordo e que não há relatos de ratos no navio. O foco é monitorar contatos e reforçar o uso de equipamentos de proteção para quem lida com pacientes.
A OMS acrescentou que, embora haja transmissão entre pessoas em casos raros, o risco para o público é baixo, e que a suspeita envolve a cepa hantavírus Andes presente na região. Testes adicionais estão em andamento para confirmar o vírus envolvido.
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