O episódio envolve Donald Trump e o papa Leão XIV em meio a divergências sobre o Irã, aumentando a tensão entre EUA e Vaticano. A crítica de Trump ocorreu após uma entrevista a um programa de rádio americano, em que apontou a possibilidade de o Irã possuir arma nuclear como inadequada aos interesses do país. O cenário é o início de uma escalada diplomática entre as partes.
Trump afirmou que o papa estaria colocando católicos em risco ao, segundo ele, sugerir que o Irã possa ter arma nuclear. De acordo com o presidente, essa posição não condiz com o que ele considera apropriado. A fala foi recebida como mais uma troca pública entre a Casa Branca e o Vaticano.
O Vaticano respondeu, sob tutela do Papa Leão XIV, com defesa da paz. O secretário de Estado, Pietro Parolin, informou que o pontífice seguirá promovendo o diálogo em todas as situações. A posição oficial reiterou o foco em caminhos de negociação e cooperação internacional.
Desdobramentos diplomáticos
A tensão precede a visita do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao Vaticano. Rubio pretende encontrar-se com o Papa para discutir as divergências e buscar canais de diálogo, em tom descrito como franco e diplomático pelo embaixador americano junto à Santa Sé, Brian Burch.
A relação entre Trump e o Papa já se mostrava desgastada nas últimas semanas. Trump tem criticado o líder religioso, que também tem se posicionando criticamente a políticas migratórias dos EUA e defendendo o diálogo com países como Cuba.
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